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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quando a sensação de incapacidade chega

"E ele levantou da cadeirinha choramingando em direção ao sofá, me deixando ali, sozinha e ajoelhada no chão, com olhos marejados e com a mais cruel sensação de incapacidade."

Davi é uma criança, saudável, esperta, super ativa, alegre mas também com suas manhas e birras, como qualquer criança da sua idade. Está na fase de descobertas e isso inclui desafiar e "testar" a autoridade e a paciência dos pais. 
Por exemplo, tem  noção de que não pode pegar um determinado objeto, já foi avisado em outro momento que o tal pode machucar sua mão ou cair no seu pé, já aprendeu a lição, entendeu o recado,  mais para desafiar, olha para nós com um certo sorrisinho malandro que se traduz em: "Olha aqui o que estou pegando, você vai deixar?" e quando o alertamos dizendo que já ensinamos que isso não pode pegar, ele pega o objeto e sai á disparada.

Outros pontos são os gritos, tapas, beliscões e mordidas, sei que tudo isso faz parte do seu crescimento da sua fase, é a única forma que ele descobriu para demonstrar suas raivas e frustrações, já que ainda não domina a fala, mais procuro corrigir na mesma hora.

Não gosto muito da idéia de ter que revidar um tapa, um beliscão ou uma mordida (claro que de leve) só para ele saber que aquilo dói e machuca, embora compreendo que esse meio seria para mostrar que se dói nele, dói da mesma forma em outra pessoa, portanto não é legal fazer isso (método esse sugerido por um pediatra).

Nas minhas correções procuro ser enérgica, mostrando claramente que não é certo determinada atitude, mais durante as correções ele fecha os olhos, finge não estar ouvindo, faz gracinhas e isso se resume que ele não está absorvendo a correção.

Semana passada quando fui repreendê-lo, Davi me beliscou, nunca havia feito isso antes, agachei olhando nos olhos e o repreendi dizendo que não podia beliscar a mamãe - essa repreensão me gerou um tapa e então apelei para o famoso método do "cantinho da disciplina". 
Expliquei que ele ficaria ali porque beliscou e deu um tapa na mamãe e que aquilo não podia fazer.

Davi gritou, chorou, sentava no chão ao invés da cadeira, levantava, saia do lugar  fazendo com que eu o colocasse alí uma dezenas de vezes seguidas, quando não, pedia seu paninho ou a mamadeira em cima da mesa, pedidos que logicamente não foram atendidos, mais confesso que seus chamados chorosos matavam meu coração.

Ao completar os dois eternos minutos, fui até ele e perguntei estrategicamente o porque a mamãe tinha colocado ele ali, o que ele tinha feito com a mamãe.
Entre choros relutava em responder, um orgulhosinho e o não dar o braço á torcer eram nítidos e quando eu dizia para pedir desculpas, sua resposta era outro tapa ou beliscão.
Essa mesma cena se repetiram quatro ou cinco vezes, e minha frustração só aumentava. 

O dois já exaustos, ele com sono (o que fui ver só mais tarde que contribuiu e muito com o não sucesso da correção), Davi abandona a cadeirinha choramingando, e eu já sem saber mais se valia a pena continuar, deixo ele ir.

E como havia escrito logo no começo dessa postagem, fiquei ali, de joelhos no chão com olhos marejados e com a cruel sensação de fracasso, me sentindo mal por ter causado tanto stress e com medo dele me achar a pessoa mais cruel desse planeta - pois nas minhas tentativas frustradas, não consegui chegar na parte em que os dois se abraçam e a mãe diz: Filho, eu te amo, deixando bem claro que tudo aquilo foi só mais um gesto de amor.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Procura-se um bebê!

Davi fala e faz o sinal de não com o dedinho quando vai trocar a fralda, deita de bruços, deixa o corpo mole, deita de lado pra dificultar e ainda bem sinicamente dá uma risadinha de canto de boca quando nota o estress da mãe.

Davi sai correndo pra não tomar banho, e quando é pego, fica escorado na gente jogando todo seu peso pra frente, pra dificultar também.

Davi mexe em tudo que não pode, e quando leva bronca, nos abraça com malandragem, tipo "Ah, deixa disso vai"!

Davi solta gargalhas quando tropeçamos, batemos o cotovelo, nos engasgamos... quando nos damos mal mesmo!

Davi faz êêêê, quando derrubamos alguma coisa no chão.

Davi faz birra, sapateia, morde e grita quando é proibido de fazer alguma coisa.

Davi pede papá (comida), e de vez em quando enfia a mão no prato fazendo aquela lambuzeira;
Pede mamá (mamadeira), e de vez em quando vira a mamadeira de cabeça pra baixo pra ver o leite pingando pela casa toda;
Pede cô (biscoito), e de vez em quando (de vez em sempre agora) joga metade dela no chão pra ver a cachorra comer;
Pede nãna (banana), e de vez em quando, esmaga ela toda na mão e sai sujando tudo pela frente.
E ainda pede pra quem ele quer que faça as coisas, outro dia saiu um "Papai, mamá!, e detalhe, só quem fez o mamá tem o direito de pegar a mamadeira quando terminada, se foi o papai quem fez, é só o "papai" que pode pegar a mamadeira de volta (pode?).

Davi passa o dia inteiro procurando uma traquinagem pra fazer, sobe em cima da mesa, da cama, experimenta a comida da gata, joga o telefone no chão, acende e apaga milhões de vezes a luz do forno, abre as gavetas e joga as roupas no chão, pega as panelas da avó e espalha pela casa toda, quer pegar o cesto de lixo, e hoje colocou o dedo no cocô da cachorra (ieca!),
Sai desesperada segurando a mão dele pra que não encostasse em mais nada, lavei com sabão antibactericida e depois passei álcool em gel, e só pra garantir, lavei de novo.
Passado três minutos, lá foi ele colocar o dedo de novo, mais dessa vez consegui chegar á tempo!

E não existe intervalos de uma traquinagem pra outra.
Quando você tira a mão dele da privada, ele já tá com a outra mão desenrolando o papel higiênico, quando você começa á recolher aquele tufo de papel pelo banheiro todo, ele já tá na cozinha na pontinha dos pés subindo na cadeira.

Bem que me avisaram, bem que me avisaram!

Hoje Davi completa 1 ano e meio, e nem vou parar pra pensar no que me aguarda pelos próximos meses.
Nem vou pensar!

Ei, cadê aquele bebezinho desdentado que ficava quietinho onde a gente deixava?
Se alguém achar, me avisem por favor?

Procura-se este bebê quietinho

O arteiro
PS: Por favor, desconsiderem esse post quando forem me chamar pra algum almoço na casa de vocês, fora de casa Davi é bem comportado!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Primeiro corte de cabelo!

Daí que o Davi já tava sendo confundido por aí com uma menina, tudo por causa daqueles cachinhos dourados lindos, fofos, macios, brilhantes, cuti cuti e .... ops, deixa eu voltar ao foco do post!

E então que com essa correria toda (estamos de mudança) não estamos conseguindo achar um tempinho pra levar ele pra cortar o cabelo, porque realmente tá muito comprido pra um menininho.
Dia desses na espera pra consulta na pediatra, uma mãe vira e me pergunta se era menino ou menina, mesmo o Pitico tendo aquela cara de meninO e com roupa de meninO, não aguentei e perguntei se era por causa do cabelo e ela confirmou.... eu quiz morrer né.
Aí no domingo, antes de irmos pro aniversário, a mãe surtou e quiz de uma vez por todas dar cabo naquela cabeleira toda.

Olha amigo, vou te contar viu, eu rebolei!

Davi desconfiadíssimo (e super enjoado por causa dos dentes) deu um olé!
Não, eu não sou cabelereira e nunca cortei cabelo de ninguém, mais a idéia era só cortar as pontinhas, as pon-ti-nhas!
Penteei bonitinho e no primeiro barulhinho da tesoura ele já virou resmungando, pai tava lá dando uma ajuda, tentando distrair a atenção dele, mais não teve jeito.

Eu pegava outro pedacinho do cabelo já com a tesoura em posição de ataque, e ele puxava a cabeça pra frente, eu penteava o outro lado e ele bagunçava tudo com a mão, eu brincava pra distrair, ele abria o berreiro, e essa novela demorou, pensei em desistir, mais aí como ele ficaria com metade do cabelo cortado e a outra não?

Pai no desespero, já tratou de pegar a tesoura da minha mão e eu já logo gritei:
"-Pelo amor de Deus, naãããããããooooo!!!" e com um movimento estilo filme Matrix, tiro a tesoura da mão do pai já surtado.

PS: Filho, um dia você vai me agradecer por isso!

Final da história:
Cortei do jeito que deu, um pedacinho aqui, outro pedacinho ali,  e não é que ficou bom... torto, mais bom!
Só não cortei a franja pra não cagar de vez né, deixa isso pra um profissional (cenas para o próximo capítulo)!

De visual novo e com uma picada de pernelongo na testa

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