terça-feira, 19 de maio de 2015

Te amo, mesmo você sendo de qualquer cor.

Acabo de receber minha encomenda, subo as escadas de casa com aquela caixa grande e toda embrulhada e vejo que estou sendo ansiosamente aguardada pelo Pitico que não se aguenta de curiosidade em saber o que tem lá dentro.

Pitico: - Mãe, o que tem aí dentro? É pra mim? É presente pra mim?
Eu: - Calma, filho, é uma impressora que a mamãe precisava comprar.

Um dos maiores testes de paciência, é você ter que ensinar o seu filho á ter paciência.

Rasga o papel, corta durex, abre a caixa. Quer me ajudar em tudo, colocar na mesa, tirar do isopor e enfim tá lá o recheio do pacote.

Eu: -Filho, não mexe, calma, deixa eu ver primeiro. Filhooo, já falei, se fizer assim pode quebrar...

Daí que chega na parte de encher os cartuchos com as tintas, e eu já quase sem paciência, soltei aquela mentirinha básica:

Eu: -Filho, não mexe nas tintas.
Pitico: - Ah mãe, deixa eu ajudar!
Eu: -Não, porque se você mexer nas tintas e manchar sua mão, nunca mais sai!
Pitico: - Nunca mais? -
Eu: -Nunca mais!

Mais claro, que eu manchei a minha né, e ele ao ver pergunta desesperado, "e agora?"

Eu entro na onda, antes de ter que me desmentir.

Eu: - Filho, e agora? Vou ficar assim pra sempreeee.... você vai me amar mesmo assim?

Pitico chega bem pertinho e com muita ênfase, quase como um adulto tão certo de si diz: - Claro que vou mãe, mesmo se você ficar assim, mesmo se você ficar com a cara amarela, a mão verde, azul... mesmo se você ficar toda colorida, eu nunca vou parar de te amar. Vou te amar pra sempre!

"Taquei" um beijo na testa e abracei aquele Pitico com a mão toda suja de tinta mesmo.



Viva o amor colorido, viva o amor de todas as cores!









Imagem daqui



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Começos e bagagens

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão.
À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes.
A um determinado ponto do caminho, começa a ficar insuportável carregar tantas coisas; pesa demais.
Então, você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem... 
Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem, ou pode aliviar o peso, esvaziar a mala. 
Mas, o que tirar? 

Você começa tirando tudo para fora.

Veja o que tem dentro: Amor, amizade... nossa! 
Tem algo pesado... Você faz força para tirar.
Era a raiva - como ela pesa! 
Aí, você começa a tirar, tirar e aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo... 
Nesse momento, o desânimo quase te puxa pra dentro da mala. 
Mas você puxa-o para fora com toda a força e, no fundo, aparece um sorriso, sufocado no fundo da bagagem.
Pula para fora outro sorriso e mais outro. E aí, sai a felicidade... 
Então, você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza.
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.
Procure então o resto: força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor. 
Tire a preocupação também. 
Deixe-a de lado. Depois, você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. 
Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro.

 (Autor Desconhecido)



Começando de novo e aprendendo que cada um precisa escrever sua história.Que minha bagagem seja revista mais vezes pois o caminho é sim, muito longo!
Dedico esse post (depois de um bom tempo sem passar por aqui) para meu Pitico, que sem ele saber, me faz ser cada vez mais forte e que me fez descobrir que esse tal de amor faz a gente virar gigante!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Deus fala em nosso coração

Pitico: - Manhê, o que é rezar?

Eu: - Ah filho, é falar com o papai do céu.

Pitico: - E como ele fala com a gente?

E antes que eu pudesse pensar em alguma resposta....

Pitico: - Ah mãe, já sei, ele fala no nosso coração, não é?

Admirada, maravilhada e emocionada com tamanha verdade em sua resposta, só consigo afirmar:

- É filho, Deus fala em nosso coração!




sexta-feira, 19 de abril de 2013

Feliz 03 anos de vida!

E quando penso que sou eu á te ensinar sobre o mundo lá de fora, é você que me ensina a ver o tamanho do meu mundo aqui de dentro.

Obrigada por me escolher á ser sua mãe!

Feliz aniversário filho, te amo além do infinito!



video



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Respire!

Respira!

Serás mãe por toda a vida. Ensine as coisas importantes, as de verdade. 
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que 
daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. 

Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso. 

Deixe ele imaginar. Imagine com ele.

As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas. Os gritos da mãe doem pra sempre. 
Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce! 

Ele não precisa de tantos brinquedos.

Trabalhe menos e ame mais. E, acima de tudo, respire. 
Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez.

                                                                                 (Autor desconhecido)







sexta-feira, 27 de julho de 2012

Medo de palhaço

Eu lembro quando criança, de ter medo de palhaço, papai noel e tudo quanto era personagem que se fantasiava e pintava a cara.
Por mais que soubesse que era uma pessoa em baixo daquelas roupas coloridas, o medo falava mais alto que a razão.
Era mais forte, dava medo e ponto final. E se alguém desse uma insistida para ir perto, o pânico tomava conta (ainda bem que meus pais e outras pessoas nunca insistiram até chegar esse ponto).

A primeira vez que percebi o medo do Davi, foi na festinha de formatura do primo.
O tema era circo, e havia muitas crianças vestidas de palhaço correndo pelo corredor, e por um instante percebo o pânico do meu pequeno.
Seu corpo tremia e vejo que era por causa de um palhacinho lindo que estava por perto. Mal conseguimos ver as apresentações, ficamos a maior parte do tempo do lado de fora, e logo que terminou, fomos embora.
Até com a prima que usava umas orelhinhas de cachorrinho, Davi ficou desconfiado e nem queria pegar na sua mão.

Dia desses, fomos no aniversário da filha de uma amiga. Já tinha sido avisada que haveria um palhaço por lá, então já fui atenta.
Como era de se esperar, Davi não quis sair de perto de nós, nem ir nos brinquedos (o palhaço estava lá perto), ficou impressionado com as crianças que estavam com os rostos pintados de borboleta, gatinhos, leões...
Expliquei que o palhaço era um moço que estava usando uma peruca e tinha passado tinta no rosto pra ficar bem colorido e que estava fazendo o mesmo com as crianças. Até quis fazer um desenho no meu rosto para mostrar á ele o que era, mais Davi disse choramingando que mamãe não podia, então não quis insistir.

Quando começaram as brincadeiras e Davi escutava a voz do "moço vestido de palhaço", ficou no colo do pai todo encolhido e dizendo -"Medo, tatá" (porque todo palhaço pra ele é o Patati e Patatá)
Então resolvemos ir embora, não era legal ver seu filho sem poder brincar e se divertir por conta do medo, era tortura demais. 

Tínhamos que passar perto do palhaço para ir embora, então ficou combinado que ele fecharia os olhos e sairíamos dali rápido. Momento de transmitir ao Pitico que poderia confiar em nós e que entendíamos o seu medo.

No outro dia Davi acorda e a primeira coisa que fala é "Medo, tatá", o medo ficou ali, gravado na cabecinha dele.
Passei horas explicando tudo novamente, e então tive a idéia de mostrar para ele como tudo isso acontecia, disse que no dia seguinte compraria uma peruca de palhaço e as tintas para pintar o rosto.
Davi ficou empolgado e achou graça quando disse que iria pintar o nosso rosto igual ao do "Tatá".

Dia seguinte estou lá na loja comprando uma peruca parecida com a que o palhaço da festa usava e as tintas.

E então nossa tentativa de explicar a teoria na prática começou.

Aproveitei o momento para também ensinar as cores, estimular a coordenação, á pintura, estimular o tato, mostrar como é gostoso compartilhar (ele usava uma cor e depois de usar me emprestava para também usar) aproximação, diversão, transformação de como ia ficando nosso rosto ...

Olha quanta coisa legal e importante pudemos fazer num único momento!

Procurava á todo instante dizer que a mesma coisa que estávamos fazendo, era o que o "Tatá" também tinha feito. 

- Olha filho, vamos passar a tinta vermelha no nariz, igual o Tatá?
- Agora é a vez da tinta branca no rosto, igual o moço fez também!
- Vamos colocar a peruca igual o palhaço colocou na cabeça?



Pitico de divertiu, adorou as tintas, e quando eu dizia que a mamãe estava igual o palhaço da festa, ele respondia:
- "E Didi, também"!

Acredito que temos medo do desconhecido, medo daquilo que não entendemos, não sabemos, não dominamos.
E baseada nisso, quis proporcionar ao filhote a oportunidade dele mesmo descobrir, ter contato, conhecer, pegar, olhar, usar, participar e ver como tudo aquilo era feito.
Tudo de uma forma natural, mostrando de uma maneira que ele pudesse entender.

Acho que o medo não vai passar assim de uma hora pra outra, mais agora ele vai lembrar que ele também já pintou o rosto o já colocou uma peruca igual o palhaço.

E que a mamãe também, rs!


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Doces lembranças

Me lembro em detalhes de uma sandália que meu pai usava naquelas manhãs de domingo com sol, quando me levava á um parquinho perto de casa para brincar enquanto minha mãe preparava o almoço com minha avó. Lembro da sandália de couro marrom escuro e de um detalhe cortado em ondinhas no meio de uma costura na parte de cima, lembro por ir caminhando em direção ao parque de mãos dadas com ele, e ir observando as marcas que aqueles pés faziam na areia do parque, comparando as minhas pegadas logo ao lado tão pequenas.
Essa lembrança se tornou doce por guardar na memória um momento de cumplicidade entre meu pai e eu.

Lembro de muitos outros momentos simples na minha infância que tem o poder de me trazer cheiros, gostos, sensações daquela época, e que me fazem por um momento lembrar de como eu via e sentia a vida enquanto criança.

Assim como marido, que também percebeu dias atrás ter guardado uma doce lembrança.
Fazendo chapéu de papel com o Davi,  se viu repetindo a mesma cena de quando ele aprendia o mesmo feito com seu pai. Provavelmente sentiu a mesma sensação que sentira naquele tempo e era visível a alegria dessa lembrança.



Daí percebo que são momentos rotineiros e corriqueiros que fazem nascer a felicidade, é a simplicidade dos acontecimentos que fortalecem laços e aumentam o amor.

São os momentos de amor simples que ficam guardados dentro de nós por tanto tempo, e que nos fazem reviver sensações de pequenas felicidades quando lembrados.

Que ainda tenhamos muitos momentos felizes para se tornarem doces lembranças.


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